Últimas Notícias
Download http://bigtheme.net/joomla Free Templates Joomla! 3

Arcebispo torna público decreto sobre as Eleições 2016 e cria Comissão de Justiça e Paz

Decreto foi assinado no dia 08 de agosto
Decreto foi assinado no dia 08 de agosto

Arquidiocese de Maceió cria a Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz para estimular o Povo de Deus na promoção da justiça social e paz, segundo os ensinamentos do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja.

A Comissão é Pontifícia, pois atuará com diretrizes similares a do Conselho Pontifício Justiça e Paz do Vaticano, como desejo do Papa Francisco.

Dom Antônio Muniz divulgou os primeiros nomes da Comissão que está sendo formada: Côn. Manoel Henrique, presidente; Dr. Humberto Gomes de Melo, Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Maceió; o engenheiro Judson Cabral de Santana, Presidente do SERVEAL – Serviços de Engenharia do Estado de Alagoas S/A; Dr. Geminiano Jurema, Curador da Fundação Leobino e Adelaide Mota; Dr. Sérgio Jucá, Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Estado de Alagoas e Dr. Manuel Tenório de Oliveira, Juiz do Tribunal Eclesiástico de Maceió e Juiz Ouvidor Geral do Tribunal de Justiça de Alagoas.

O Arcebispo informou durante o lançamento da Cartilha de Orientação Política, na última segunda-feira (08), que outros nomes serão anunciados e que a comissão ajudará nos trabalhos da Comissão de Fé e Política durante o período eleitoral. Ainda na oportunidade, o metropolita tornou público um Decreto, assinado por ele, que orienta a participação dos fiéis leigos nas eleições majoritárias e proporcionais de 2016. O Documento foi entregue ao responsável pela Comissão de Fé e Política, Côn. Walfran Fonseca, para divulgação aos fiéis católico da circunscrição eclesiástica da Arquidiocese de Maceió.

Segue o que diz o Decreto promulgado:

DECRETO

Da participação dos fiéis leigos nas Eleições Majoritárias e Proporcionais

DOM ANTÔNIO MUNIZ FERNANDES, O.CARM.

Por mercê de Deus e da Santa Sé Apostólica,
Arcebispo Metropolitano de Maceió, DECIDE:

CONSIDERANDO a conotação essencial dos cristãos leigos e leigas, fiéis operários da vinha do Senhor (cf. Mt 20,1-16), é a índole secular de seu seguimento de Cristo, que se realiza propriamente no mundo: “É porém específico dos leigos, por sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus” (CONCÍLIO VATICANO II, Const. Dogm. Lumen gentium, 31).

CONSIDERANDO que para os fiéis leigos e leigas, o compromisso político é uma exigência qualificada e exigente do compromisso cristão ao serviço dos outros (cf. PAULO VI, Carta apost. Octogesima adveniens, 46). A perseguição do bem comum em um espírito de serviço; o desenvolvimento da justiça com uma atenção particular para com as situações de pobreza e sofrimento; o respeito pela autonomia das realidades terrenas; o princípio de subsidiariedade; a promoção do diálogo e da paz no horizonte da solidariedade; são estas as orientações em que os cristãos leigos e leigas devem inspirar sua ação política.

CONSIDERANDO que no contexto do compromisso político dos fiéis leigo e leiga, exige um cuidado específico a preparação para o exercício do poder, que os crentes devem assumir; especialmente quando são chamados a tais encargos pela confiança dos cidadãos, segundo as regras democráticas. O exercício da autoridade deve assumir o caráter de serviço, que se deve desempenhar sempre no âmbito das leis morais para a consecução do bem comum: quem exerce a autoridade política deve fazer confluir as energias de todos os cidadãos rumo a tal objetivo, não de modo autoritário, mas valendo-se da força moral alimentada pela liberdade.

CONSIDERANDO que o Código de Direito Canônico, Cân. 285, § 3, já preconiza que “os clérigos são proibidos de assumir cargos públicos que implicam participação no exercício do poder civil”. E ainda, conforme Cân. 287, § 2, os clérigos “não tenham parte ativa nos partidos políticos e na direção de associações sindicais, a não ser que, a juízo da competente autoridade eclesiástica, o exijam a defesa dos direitos da Igreja ou a promoção do bem comum”.

DECRETAR que os fiéis leigos e leigas, que desejarem participar das Eleições majoritárias e proporcionais, como candidatos, dirigentes partidários e cabos eleitorais, afastem-se, por licença, das funções de liderança e/ou coordenação, de catequese, de ministro extraordinário para a distribuição da Sagrada Comunhão, de leitor ou cantor litúrgico, ou de qualquer outra função exercida na Arquidiocese de Maceió e Paróquias da mesma, pelo menos 03 (três) meses antes das Eleições.

Maceió, 08 de agosto de 2016.

DOM ANTÔNIO MUNIZ FERNANDES, O.CARM.
Arcebispo Metropolitano de Maceió

Veja também

Bailinho-de-Quinta-no-carnaval-do-pelourinho

A Igreja e o carnaval: o cristão pode “brincar” o carnaval?

............... O que é mais natural nesta imagem do que os chifres? O CRISTÃO pode …

Lagrima-010-300x193

O poder transformador das lágrimas que brotam do coração

...............“Toda lágrima nasce do coração. Nenhum membro corporal é tão sensível aos impulsos do coração …